Helio Motta
Atuar em diversas áreas da fotografia é o que tem marcado continuamente a carreira do fotógrafo Helio Motta, nascido no Rio de Janeiro, Brasil.
Sua história com a fotografia começou em 1981, quando realizou os primeiros cliques de paisagens com a máquina fotográfica Canter Beauty que herdou do seu pai. Este, o responsável pelos registros em família.

Ainda jovem e estudante de mecânica na escola Técnica Federal do Rio de Janeiro, ele começou a dividir seu tempo entre os estudos do curso técnico e a fotografia. No fim de 1982, surge uma oportunidade de ouro para trabalhar em uma das empresas mais conceituadas do mercado editorial, à época, a Bloch Editores.
As incertezas e inseguranças da juventude se renderam a um entusiasmo crescente por essa área da arte e, antes, o que parecia um ideal para sua formação (a engenharia mecânica), se distancia e dá chance a mais nova e definitiva paixão: a fotografia.

Contratado em 1983, começou como assistente de fotógrafo e, pouco tempo depois, passou a realizar suas primeiras fotos como profissional. Durante os quase onze anos que esteve na empresa fotografou para quase todas as revistas, o que lhe possibilitou
transitar por diferentes segmentos da fotografia: corporativo, rural, reportagem, gente e decoração.
Depois dessa passagem pela Bloch, atuou no mercado editorial de revistas como freelancer e, em seguida, convidado a trabalhar como editor de fotografia nos novos projetos editoriais da Editora Ediouro.
E entre 2003 e 2008, como correspondente estrangeiro da editora Impala de Portugal.
Nessa jornada editorial ampliou o seu currículo na fotografia e coleciona trabalhos em estúdio ligados a beleza, moda, still life e, também, reportagens, retratos de personalidades, artistas e modelos que lhe renderam inúmeras matérias,
capas de revista, livro, ensaios e páginas duplas.

Além de trabalhar em seu estúdio ele se dedica a produção imagética de momentos da natureza e paisagens urbanas destinadas a atender aos amantes de fotografia, colecionadores e projetos de interiores.
Para enriquecer seu repertório ele busca referências na fotografia, nos movimentos artísticos, filmes e nas coisas mais simples que possam servir de inspiração. A partir daí, e com os recursos técnicos disponíveis, deixa fluir a imaginação na construção da sua narrativa visual.


“O ato de fotografar, para mim, é carregado de significados, e, nessa atividade, encontrei a maneira mais prazerosa de expressar aquilo que vejo, sinto e percebo. No movimento de construção da imagem, não me interesso somente pela composição, pelas cores, pela textura ou mesmo pelos efeitos de luz e sombra, mas também pela sensação que a foto evoca em mim e por aquela que minha obra desperta em quem a contempla.”